de volta a brasilia. com muita coisa a pensar. muitos ganhos, muitas perdas.
saudades daqui. e de lá. e das pessoas que eu ainda queria ver mais um pouco, conversar mais um pouco. apenas sentar e conversar, sobre qualquer coisa. na hora em que qualquer coisa estivesse acontecendo.
uma coisa é certa: algo em mim vai morrer na grama seca. talvez uma grande parte, talvez quase nada. mas é hora de reciclar. nem que no fim sobrem as coisas de sempre, que são o que eu sou. mesmo que isto não seja grande coisa. estou precisando defender como nunca este pouco.
agora, só queria que as pessoas que eu gosto soubessem que são queridas de verdade. e que, não apenas saibam que eu as considero, mas que me considerem de volta. chega de egoísmos.
abraços me fazem chorar.
alguma coisa mudou muito forte e muito rápido, mas eu não sei o que é ainda.
"Esta é a aventura da linda e solitária Dona Baratinha, que pensando na sua vida, conclui que está sofrendo de solidão. Decide cantar, em busca de um pretendente, e acaba encontrando 5 simpáticos pretendentes. Dentre eles o amado Ratão, que ela escolheu porque tinha a voz doce e mansa e não a assustava."
A minha vó Dilma contava essa história pra mim quando eu era pequena. Adoro, é uma das minhas favortias. Eu me identificava com a Dona Baratinha, e tinha medo de ter que fazer como ela, procurar marido e encontrar um monte de maridos maus no caminho. O tempo passou, eu cresci, e adivinha quem eu virei?
Era uma vez uma baratinha que varria o salão quando, de repente, encontrou uma moedinha:

- Obá! Agora fiquei rica, e já posso me casar!
Este era o maior sonho da Dona Baratinha, que queria muito fazer tudo como tinha visto no cinema:

Então, colocou uma fita no cabelo, guardou o dinheiro na caixinha, e foi para a janela cantar:

- Quem quer casar com a Dona Baratinha, que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?
Um ratinho muito interesseiro estava passando por ali, e ficou imaginando o grande tesouro
que a baratinha devia ter encontrado para cantar assim tão feliz.
Tentou muito chamar sua atenção e dizer: "Eu quero! Eu quero!" Mas ele era muito pequeno e tinha a voz muito fraquinha e, enquanto cantava, Dona Baratinha nem ouviu.
Então chegou o
, com seu latido forte, foi logo dizendo: - Eu quero! Au! Au!
Mas, Dona Baratinha se assustou muito com o barulhão dele, e disse:
- Não, não, não, não quero você não, você faz muito barulhão!
E o cachorrão foi embora.
O ratinho pensou: agora é minha vez! Mas...

- Eu quero, disse o elefante.
Dona Baratinha, com medo que aquele animal fizesse muito barulho, pediu que ele mostrasse como fazia. E ele mostrou:
- Não, não, não, não quero você não, você faz muito barulhão!
E o elefante foi embora.
O ratinho pensou novamente: "Agora é a minha vez!", mas...
Outro animal já ia dizendo bem alto: "Eu quero! Eu quero!"
E Dona Baratinha perguntou:
- Como é o seu barulho?
- GRRR!
- Não, não, não, não quero você não, você faz muito barulhão!
E vieram então vários outros animais: o rinoceronte, o leão, o papagaio, a onça, o tigre ... A todos Dona Baratinha disse não: ela tinha muito medo de barulho forte.
E continuou a cantar na janela:

- Quem quer casar com a Dona Baratinha, que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?
Também veio o urso, o cavalo, o galo, o touro, o bode, o lobo, ... nem sei quantos mais.
A todos Dona Baratinha disse não.
Já estava quase desistindo de encontar aquele com quem iria se casar.
Foi então que percebeu alguém pulando, exausto de tanto gritar: "Eu quero! Eu quero!"

- Ah! Achei alguém de quem eu não tenho medo! E é tão bonitinho! - disse a Dona Baratinha. Enfim, podemos nos casar!
Então, preparou a festa de casamento mais bonita, com novas roupas, enfeites e, principalmente, comidas.
Essa era a parte que o Ratinho mais esperava: a comida.
O cheiro maravilhoso do feijão que cozinhava na panela deixava o Ratinho quase louco de fome. Ele esperava, esperava, e nada de chegar a hora de comer.

Já estava ficando verde de fome!

Quando o cozinheiro saiu um pouquinho de dentro da cozinha, o Ratinho não aguentou:
- Vou dar só uma provadinha na beirada da panela, pegar só um pedacinho de carne do feijão, e ninguém vai notar nada...
Que bobo! A panela de feijão quente era muito perigosa, e o Ratinho guloso não devia ter subido lá: caiu dentro da panela de feijão, e nunca mais voltou.
Dona Baratinha ficou muito triste que seu casamento tenha acabado assim.
No dia seguinte, decidiu voltar à janela novamente e recomeçar a cantar, mas...
Desta vez iria prestar mais atenção em tudo o que era importante para ela, além do barulhão, é claro!

- Quem quer casar com a Dona Baratinha, que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?
FIM
Entendam. Ou não, se não quiserem. Sintam junto comigo, quem tiver vontade. Talvez sim esteja sendo egoísta, preciso disso agora pra crescer, e eu não sou o louco que todos vêem. Não sou o curinga porque estou perdida. Porque sou às de copas e porque a vida gira. Compreendendo ou não. Estive olhando a cidade passando numa tela de filme através do vidro embaçado - a igreja velha e gigante, os prédios altos, as ruas cruzadas, o céu cinza, os prédios que lembram Brasília.
Não quero problemas com corações. Só sinto, e conto o que sinto aqui. Só estou vivendo e arriscando e ficando com os ombros doloridos. Penso muito sobre tudo. Não achem que não penso em vocês. Não achem que eu não falo em vocês o dia inteiro. Que injustiça, isto nem deveria estar sendo explicado aqui. Quem não acredita no meu amor não me ama. Nunca fui mais verdadeira. O único medo que sinto agora é os corações se fecharem e não sentirem os meus olhos brilhar. Não é nada de mais. Nada de mais mesmo. Só me sinto esticada entre lá e cá. Isto faz meus ombros doerem ainda mais.
Mas entendo que pra crescer é preciso enfrentarmos medos. E é isto que estou fazendo aqui.
O frio já não me congela mais. Percebi que tenho mais coragem do que pensava(m).
Talvez a minha imagem esteja embaçada como o vidro do táxi. Mas estou feliz por arriscar quebrar a cara de novo. Venham comigo, se quiserem. Ou não. Estou disposta a ir pra frente ou pra trás, não importa a direção. Só quero movimento. Vida.
Quem quiser, entenda.
Party Monster
Mais um daqueles filmes que eu gosto, com muito galmour e gente estragada. Quem me conhece sabe que eu
a-do-ro Priscilla a Rainha do Deserto, Para Wong Foo Obrigada Por tudo, Hedwig, Velvet goldmine...
Party Monster também entrou pros meus favoritos: muito bom, personagens atraentes. Ótimas piadas. Humor negro e sarcasmo. Trilha sonora impecável, figurino mais impecável ainda. História real, contada de um jeito interessante. Festas fodíssimas (ops). A viagem do rato é uma das melhores cenas do filme. Tem umas frases memoráveis. E tem a Chloe Sevigny e o Macaulay Culkin. E a Cristina é a melhor personagem que vi ultimamente.
CALL ME MISS MARTIR
Por que, pra que diabos eu fui fuçar o passado?
Mas fodam-se aquelas persianas vermelhas que não tinham saído da minha mente desde ontem. Elas não fazem mais sentido, talvez nunca fizeram... ou só fizeram pra mim mesma. Na verdade parece que tudo não passou de uma egotrip. É, deve ter sido isso. Tudo aconteceu só na minha imaginação e pronto.
Não sei como as coisas deixaram de ser, assim de uma hora pra outra, como uma morte - o segundo em que o coração deixa de bater. De repente eu decido que quero pôr fogo em tudo e ir embora. É assim que funciona? Que vá pro inferno então.
Também resolvi parar de me preocupar e deixar o meu coração cuidar de mim, deixar o meu coração se empanturrar de expectativa. Problema dele se ficar gordo, já está quase estourando. Mas foda-se, eu resolvi aceitar o risco, eu aceito todos os riscos. Porque eu QUERO. Eu quero!
Bravo! Muito bem!
Que idiota, Gabriela. Desperdiçar toda a coragem de uma vez só...
Agora tou aí, ferrada, precisando de um intercâmbio de coração com Doug e Manu.