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... just like honey.


* esse é o meu ex blog. o novo está no www.livejournal.com/users/gabiglamrocker

quinta-feira, setembro 23, 2004


detesto abrir a caixa de e-mails e ver que ela está vazia.
principalmente quando eu sinto saudade de pessoas queridas e queria receber mensagem!

posted by gab-gabi  # 21:54





we wanted to be the sky...

folheio uma revista de dias atrás. sinto-me dentro de uma sala de espera há dias, semanas. meses. esperando nascimentos e renascimentos. procurando entender as vidas e as mortes. ando obcecada pela idéia da morte. não é algo que forço-me a pensar, apenas vem à minha mente sem eu pedir. incontrolável. às vezes sinto medo, às vezes pensar nisso me faz sentir segura. assim como ouvir Troubled Waters. talvez por saber que eu não sou a única a errar, ou a me sentir a filha do diabo às vezes.

o César, moço que trabalhava na loja onde eu era vendedora, agora trabalha de vigia no cemitério. encontrei-o domingo retrasado, quando fui visitar a minha avó pela primeira vez desde Abril, que foi quando ela se mudou pra lá. tinha me perdido e as pessoas presentes ficavam me observando, esta menina de cabelos curtos andando entre todos os túmulos. procurando, procurando. um buquê de gardênias e margaridas na mão. e eu não encontrava seu nome. cansei e comecei a chorar no caminho, ainda procurando. lendo debaixo dos meus passos os nomes das pessoas gravados no mármore, no ferro. o cartão caía do buquê toda hora.

o que eu havia programado foi passar o pôr-do-dol fazendo companhia a ela. mas eu ainda procurava quando o sol ia se acabando. chorava muito, mas sentia leveza. era isso. leveza. alguma coisa ali que eu não sei bem explicar me confortava. apesar do cansaço, ordenei a mim mesma não sair dali enquanto não encontrasse. às vezes pensava baixinho: "lembro que era perto de uma árvore". e parava e olhava todos os nomes ao redor das árvores. nada. haviam tantas... comecei a fantasiar que se o nome dela não estava ali, é porque ela também não estava. ela poderia estar viva, esperando chegar-me em casa para a janta.

até que encontrei-a. o sol, a aquela hora, tinha acabado de se pôr. não havia nenhuma flor perto da casa dela. será que quase ninguém ia visitá-la? as outras casas eram todas cheias de flores e presentes e fotos. fiquei triste por ver a dela tão vazia. junto da família, a casa dela sempre foi cheia. às vezes até demais. nunca houve tanto silêncio. então enfeitei com as minhas gardênias, pouquinhas e bem coloridas.

todos os visitantes já tinham ido embora. fiquei sentada lá, conversando, lendo, ouvindo, cantando baixinho. chorando muito, como um bebê. chorando sem motivos. e ao mesmo tempo por todos os motivos. ficou escuro e me preparei pra ir embora. até que chegou perto uma família enorme, numa kombi, e resolvi ficar mais um pouco ali. pensando na vida. olhando os pequenos correrem entre os túmulos por onde minutos atrás passava esta garota chorando.

hoje, folheando as revistas velhas, vi algumas daquelas fotografias das crianças mortas na escola da Rússia. fiquei impressionada, não pelos corpos, mas por ver que as crianças até na morte são muito belas. não tive medo de olhar as imagens. ao contrário de quando vejo numa revista fotos de adultos mortos. o sangue das crianças era limpo. fiquei olhando um tempão a capa, onde uma mãe passava a mão no rosto da filhinha. chorei muito. a vida naquele instante me revelava um recado.

porque lembrei que quando a gente perde alguém que ama, o medo some. a única coisa que se pensa naquele momento é se deitar ao lado da pessoa e ir junto com ela - não importa pra onde - a gente só quer ficar perto. a gente só quer dar vida, ter vida, ser vida. reciclar vida por cima e por baixo da terra.

até aprendermos sobre o desapego.
sobre os círculos polares... e o mais importante do mundo, sobre o amor.

posted by gab-gabi  # 14:33




terça-feira, setembro 21, 2004


Como é que pode? Como posso eu escrever do mesmo jeito, idêntico aos anos passados, e ao mesmo tempo, me sentir tão diferente daquelas épocas?

Que agonia. Será que as minhas mãos não conseguem acompanhar a minha cabeça?
Isto seria totalmente absurdo, porque passei a vida inteira convivendo com as mãos e a mente, e sabendo usar das duas. Mas... como pude eu nunca conseguir fazê-las trabalharem juntas? Como pode uma mulher como eu esconder a cabeça num buraco do chão e pensar como uma menininha hedonista algumas vezes e como uma velha amarga outras? Será que estas duas irão se entender um dia? Será que delas duas vai nascer a Gabriela de verdade? Ou será que vou passar a vida inteira nesta confusão? Confusão que está perdendo o charme e a graça, diga-se de passagem. A maioria das pessoas - eu, em primeiro lugar - não tem muita paciência pra isso.

Cadê a sinopse, porra?
Eu precisava muito levar um papo com o Jostein Gaarder, ou com o Charlie Kaufman, ou com o mínimo fiozinho de sanidade da minha mente.

posted by gab-gabi  # 23:43





E este é mais um dos velhos monólogos que só eu gosto de escrever e depois ler e reler. Voltei, em tom confessional. A vontade de escrever e os textos guardados são tão grandes que eu vou dar uma vomitada mental aqui. As fechaduras não resistem, os machucados se abrem por cima dos band-aids.

*

E assim eu sigo, cambaleando e caindo, aprendendo a abrir o peito e levar o coração lá pro teto. Com mais um machucado no cotovelo, um no dedão do pé, um na palma da mão. Sendo nada mais do que uma mulherzinha desprotegida tentando ser valente. Até que eu poderia usar as minhas palavras pra mandar um foda-se a todas aquelas pessoas, aquelas que acharam que tinham direito de pegar um espinho grandão e me furar. Sonho sempre que bato muito e machuco muito estas pessoas, mas não tenho coragem de fazer isso. Apanho até nas aulas de boxe. Pensei que no boxe eu bateria sem medo. Só que fico com medo de machucar quem luta comigo e acabo lutando errado.

*

Tenho pensado tanto e tão longe que esqueço de ver aquelas belezas que haviam no caminho pra casa. Aquelas arvorezinhas e as folhas no chão e as flores amarelas. E os amigos. Tenho até tido medo da chuva, e isso indica o quanto eu mudei. Não mudei na escrita nem no desafino, nem na pintura. Não aprendi palavras novas ou estratégias de guerra. Mas aprendi a respirar. E a fechar os olhos. Aprendi que as maiores mudanças a Gabriela só enxerga no espelho. E quase ninguém além dela vê isso. Tenho respirado entre uma garfada e outra, entre uma hora e outra.

*

Quanto mais penso no futuro, mais o passado me encontra. Mas não é o passado ruim. É o passado dos amigos de infância, dos colegas antigos, das primas distantes, dos sonhos esquecidos. Parece um final de filme, em que todos os personagens aparecem de novo. Isso até me dá uma vertigem de morte, arrepio na espinha. Mas se vier a morte, que venha primeiro toda a vida. Não quero viver em pausa. Olhando sempre a mesma cena. Isto é pior do que morrer. Mas sei que o final do meu filme é o começo de um novo. Sei que é uma despedida da minha vida que levei até agora. E uma despedida feliz, cheia de pequenos flashes de alegria incondicional.

*

Porque tudo, tudo, tudo vai mudar muito daqui pra frente. Muito. Estou aprontando as malas, abraçando mais as pessoas que eu vou deixar. Amando-as mais. Sentindo saudades antecipadas. E ao mesmo tempo com muito medo do que há por vir. Mas estou quebrando as colunas antigas, para substituí-las pela minha coluna vertebral. Por mais Frida Kahlo que isto pareça soar. A arte dela era corajosa e tinha sangue, feeling. A minha arte ainda é um embrião que está sendo descoberto. E eu o amo cada vez mais. E a minha arte vai ser a minha filha Vitória. Seja isto um quadro ou uma pessoínha, não importa, qualquer um dos dois ainda vai demorar muito pra surgir na minha vida. Porque assim que eu conseguir plantar bananeira, quero ter uma obra de arte e uma filha, para ensinar a ela tudo o que a minha mãe esqueceu de me ensinar.

*

Assim como tanto esperei, as placas começaram a aparecer no caminho.
E a direção é mesmo muito diferente do que imaginei. Sinto-me feliz e leve por iamginar todas as coisas boas que podem acontecer. Quero que sintam isso por mim também. Quero dizer que amo as pessoas da minha vida, e ouvir um eu te amo de volta, e isso fará com que eu sinta-me tão bem. Porque o ego precisa disso até que aprenda a ser uma pessoa melhor. Quero ficar surda pro resto, todo o resto podre que entra pelos ouvidos e corrói o cérebro. Meus ouvidos hoje só querem ouvir Sigur Rós.

*

Ah, e quanto a tocar o foda-se às tais pessoas, acho que nem precisa. Elas sabem que não são bem-vindas. E estou bem feliz demais e ocupada demais com as grandes mudanças pra pensar no resto.

*
Quero dançar com os velhinhos, quero brincar com as crianças. Quem sabe assim eu aprenda alguma coisa com eles...

posted by gab-gabi  # 23:06





filme lindo. filme LINDO.

Otto : Lives have many cycles but mine has only turned once and not completely... the most important thing is missing.

posted by gab-gabi  # 14:32




terça-feira, setembro 14, 2004


[here i go, still scratching around the same old hole]

I would like to leave this city
This old town don’t smell too pretty and
I can feel the warning signs running around my mind
And when I leave this island I’ll book myself into a soul asylum
Cos I can feel the warning signs running around my mind


cara ou coroa?

posted by gab-gabi  # 19:44




segunda-feira, setembro 13, 2004


THIS is my world



posted by gab-gabi  # 18:47





i have a best seller
in a jacket pocket
and a pack in my back
i have the cash
and the ticket
but no one told me where
would
i...

land.



tenho uma secretária melhor da memória no interior, em um saco do revestimento
e da embalagem em minha parte sucessiva
como aquelas os moneies do dinheiro
e da luz têm,
mas a pessoa indicada a mim...,
massa.

posted by gab-gabi  # 13:45





[who fucking opened the window of depression?]

eu. não. estou. legal.
...
i'm sorry. carpe diem, gabriela. carpe diem.

posted by gab-gabi  # 13:41




sexta-feira, setembro 10, 2004


ando muito chorona. está um absurdo. as pessoas não vão mais gostar de mim, que meda.
ontem eu vi a minha mãe chegando em casa e quando ela me abraçou eu chorei.
depois eu chorei cantando sozinha sem rádio no carro, foi bom.
depois eu chorei na igreja, o que é terapeutico.
depois eu chorei ouvindo After The Gold Rush.
depois eu chorei no filme novo do Spielberg.
se alguém chegar com uma balinha de presente pra mim, ou uma florzinha arrancada dos canteiros bregas dos balões da rua, ou com um balão de aniversário.... eu vou abrir o berreiro.

mantenham-se longe de mim ou então ficarão encharcados.

posted by gab-gabi  # 19:09





Well, I dreamed I saw the knights
In armor coming,
Saying something about a queen.
There were peasants singing and
Drummers drumming
And the archer split the tree.
There was a fanfare blowing
To the sun
That was floating on the breeze.
Look at Mother Nature on the run
In the nineteen seventies.
Look at Mother Nature on the run
In the nineteen seventies.

I was lying in a burned out basement
With the full moon in my eyes.
I was hoping for replacement
When the sun burst thru the sky.
There was a band playing in my head
And I felt like getting high.
I was thinking about what a
Friend had said
I was hoping it was a lie.
Thinking about what a
Friend had said
I was hoping it was a lie.

Well, I dreamed I saw the silver
Space ships flying
In the yellow haze of the sun,
There were children crying
And colors flying
All around the chosen ones.
All in a dream, all in a dream
The loading had begun.
They were flying Mother Nature's
Silver seed to a new home in the sun.
Flying Mother Nature's
Silver seed to a new home.

posted by gab-gabi  # 19:03





Ai, ai



Criatura e criadora. Ou melhor, uma dos criadores. Porque este foi feito a 4 mãos: Sobreiro e Basílio. O problema é que a minha mão metida a expressionista e as minhas cores de sempre e o meu nanquim já estão sujando o traço do Felipe, como de costume. Mas apesar de ter tosqueado o traço do meu amigo acho que os nossos estilos combinaram. Ainda não ficou pronto, falta mais sangue e cor. Mas estou ficando feliz com o resultado (dá pra ver pela minha cara de boba alegre). Quero ver a opinião do Sobreiro, meu sócio!
E não, acho que não deixei o Wayne parecido com Djésus nessa pintura :P

posted by gab-gabi  # 10:00




quarta-feira, setembro 08, 2004


We're the middle children of history, man. No purpose or place. We have no Great War. No Great Depression. Our Great War's a spiritual war... our Great Depression is our lives. We've all been raised on television to believe that one day we'd all be millionaires, and movie gods, and rock stars. But we won't. And we're slowly learning that fact. And we're very, very pissed off.

estava mesmo com saudades do Tyler Durden.
e dos clipes da Björk.

posted by gab-gabi  # 17:05





super OPORTUNA esta tirinha meeeeeeiga que encontrei no www.malvados.com.br



dedicada ao meu querido amigo stalker.

posted by gab-gabi  # 16:10




terça-feira, setembro 07, 2004


The world moves for love. It kneels before it in awe.


posted by gab-gabi  # 15:12




segunda-feira, setembro 06, 2004


lição do dia para a autora e os leitores:

escrever mil vezes:
AS PESSOAS NÃO SÃO DESCARTÁVEIS.

todo mundo comigo, 1-2-3: "AS PESSOAS NÃO SÃO DESCARTÁVEIS".

muito bem, tenham um ótimo dia.

posted by gab-gabi  # 11:06




sexta-feira, setembro 03, 2004


[I don't know where the sun beams end and the star light begins it's all a mystery]


"Fight Test" - The subject of the song is the singer's regret about taking the attitude of "not fighting" to an extreme - and by the end of the song realizes he's made a mistake and sometimes a person has no choice - as unpleasant as it may be... To surrender to every conflict without a challenge, he finds, is worse than getting beat up.


*
I thought I was smart - I thought I was right - I thought it better not to fight -
I thought there was a virtue in always being cool -

*
So when it came time to fight - I thought I'll just step aside and that time would
prove you wrong and that you would be the fool -

*
... and there are things you can't avoid you have to face them when you're not prepared to face them -

*
I should have fought them


E isto me lembra algo que ouço muito:

"a gente decidiu que a Gabriela não pode (____________________) porque ela nunca sabe o que quer e é cheia de modas e blablabla e quando ficar velha vai se arrepender e blablabla"

Agora deu pra entender.

posted by gab-gabi  # 16:28





[uma pausa de silêncio e meditação para desintoxicar o blog]

...






















...



AAAAAAAAAAAUUUUUUUUUUUUUUUMMMMMMMMMMMMMMMMM
AAAUUUUUUUUMMMMMMMMMMM
OOOOOOOOMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM
Shri Shiva, por favor salve esta pobre alma.

posted by gab-gabi  # 16:09





[uma pausa de silêncio e meditação para desintoxicar o blog]

...






















...



AAAAAAAAAAAUUUUUUUUUUUUUUUMMMMMMMMMMMMMMMMM
AAAUUUUUUUUMMMMMMMMMMM
OOOOOOOOMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM
Shri Shiva, por favor salve esta pobre alma.

posted by gab-gabi  # 16:09





[uma pausa de silêncio e meditação para desintoxicar o blog]

...






















...



AAAAAAAAAAAUUUUUUUUUUUUUUUMMMMMMMMMMMMMMMMM
AAAUUUUUUUUMMMMMMMMMMM
OOOOOOOOMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM
Shri Shiva, por favor salve esta pobre alma.

posted by gab-gabi  # 16:09





[uma pausa de silêncio e meditação para desintoxicar o blog]

...






















...



AAAAAAAAAAAUUUUUUUUUUUUUUUMMMMMMMMMMMMMMMMM
AAAUUUUUUUUMMMMMMMMMMM
OOOOOOOOMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM
Shri Shiva, por favor salve esta pobre alma.

posted by gab-gabi  # 16:09





[uma pausa de silêncio e meditação para desintoxicar o blog]

...






















...



AAAAAAAAAAAUUUUUUUUUUUUUUUMMMMMMMMMMMMMMMMM
AAAUUUUUUUUMMMMMMMMMMM
OOOOOOOOMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM
Shri Shiva, por favor salve esta pobre alma.

posted by gab-gabi  # 16:09





[uma pausa de silêncio e meditação para desintoxicar o blog]

...






















...



AAAAAAAAAAAUUUUUUUUUUUUUUUMMMMMMMMMMMMMMMMM
AAAUUUUUUUUMMMMMMMMMMM
OOOOOOOOMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM
Shri Mátaji, por favor salve esta pobre alma.

posted by gab-gabi  # 16:09





[uma pausa de silêncio e meditação para desintoxicar o blog]

...






















...



AAAAAAAAAAAUUUUUUUUUUUUUUUMMMMMMMMMMMMMMMMM
AAAUUUUUUUUMMMMMMMMMMM
OOOOOOOOMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM
Shri Ganesha, por favor salve esta pobre alma.

posted by gab-gabi  # 16:09





Felipe diz:
só não fica brava comigo, pensa no Daniel vestido de sorveteiro rodeado por anões coloridos

yoshimi dances with the red-strawberry-lips bride diz:
hahahahahahahahahahahahaha
yoshimi dances with the red-strawberry-lips bride diz:
eeeee
yoshimi dances with the red-strawberry-lips bride diz:
obrigada por saber lidar comigo, FELIPE

em homenagem ao Felipe, que nunca esquenta comigo e respeita o Gabriela (no)Way of Life, a ilustração do post anterior:


percebam o processo de autodestruição deste blog.
é issaê. daqui a pouco eu serei CENSURADA. oh.

posted by gab-gabi  # 15:38




quinta-feira, setembro 02, 2004


[post inteligível apenas para duas pessoas]

UNI DUNI TÊ
SALAMÊ MINGÜÊ
UM SORVETE COLORÊ
UNI DUNI TÊ



posted by gab-gabi  # 01:41




quarta-feira, setembro 01, 2004


[rocks are only temporary]



Tanta felicidade tem me deixado assim tonta, distraída! Hoje eu esqueci que vi um acidente horrível de carro, igual ao que eu tinha sonhado, então resolvi passear o dia inteiro vendo borboletas na minha frente. Ainda bem que eu posso escolher o filme que vai passar na minha cabeça. Living is easy with eyes closed.
Eu completaria: living is easy with heart opened. A heart full of love.

Afinal, pessoas que eu amo têm descoberto o que as deixam felizes. E eu também. As coisas estão claras, tão homogêneas que vem tudo mergulhado em um copo só, basta escolher um canudinho e soprar para observar as bolhinhas voarem. Deixa elas estourarem no ar. O momento está perfeito. Calmo, com suas positividades e negatividades. Como deve ser. O tempo está me anunciando grandes e esperadas mudanças, foi o que o horóscopo do jornal disse. E eu acredito, porque está dando certo. Afinal, não é todo dia que estou andando na rua e do nada aparece um show do Flaming Lips na vitrine de uma loja de discos, bem na hora em que estou passando. Só pode ser um bom sinal. Hoje só tenho olhos para os bons sinais.

Contorço todas as células do meu corpo em sorrisos gigantescos. Refrescantes. Tenho conseguido muito mais equilíbrio em um só pé, daqui a pouco vou até conseguir me equilibrar sem nenhum pé e dar cambalhota pra trás. Descobrindo ângulos que eu nem imaginava que existiam na vida. Aprendendo que pra não cair de cabeça pra baixo, é só fixar o olhar no umbigo. Não reclamem comigo. Foram os indianos quem me contaram, e desde então a minha vida está com um cheiro delicioso de canela.

A doçura sempre continua a mesma. Estou disposta a olhar nos olhos de todo mundo que vier falar comigo. E a mostrar quem eu sou, pra quem quer conhecer de verdade. Tem gente que convive comigo há 22 anos e ainda não conhece. Tem gente que convive comigo há muito menos tempo e já me conhece melhor que o espelho.

Agora dá licença que eu vou ali respirar um pouquinho de pôr-de-sol. Estou me sentindo hippiezérrima hoje. As árvores que se cuidem, porque eu quero gastar todos os abraços que eu queria e não posso dar.


posted by gab-gabi  # 16:58




Passados

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